
Com debates sobre desenvolvimento sustentável e inovação, o Bioeconomy Amazon Summit reúne startups, instituições, pesquisadores, investidores e lideranças da Amazônia para discutir soluções ligadas à bioeconomia, turismo sustentável, financiamento climático e valorização dos saberes tradicionais.
Realizado no Parque de Bioeconomia, no Porto Futuro 2, e no Armazém 3 da Estação das Docas, entre os dias 12 e 14 de maio, o encontro chega à terceira edição com a participação de 130 startups amazônicas, 60 instituições e expectativa de receber cerca de 1,5 mil visitantes por dia.
Em um momento estratégico para a região no cenário pós-COP30, a Secretaria de Estado de Turismo (Setur) participou das discussões sobre posicionamento internacional da Amazônia e fortalecimento da marca regional como ativo estratégico para o turismo e para a bioeconomia. O secretário de Turismo do Pará, Lucas Vieira, destacou a importância da união entre os estados amazônicos para consolidar a região no mercado global.
“Quando a gente está, principalmente, em uma feira internacional, em Londres, em Lisboa ou em qualquer outro lugar, as pessoas muitas vezes não sabem exatamente o que é o Pará, o que é o Acre ou Rondônia, mas todo mundo sabe o que é a Amazônia. Então, a gente sempre entendeu que, para se posicionar e se vender da melhor forma possível, precisava ter um nome forte. Essa marca juntou tudo isso incrivelmente para mostrar que é a Amazônia que estamos vendendo para o mundo”, afirmou o secretário.
Segundo Lucas Vieira, a estratégia de fortalecimento da identidade amazônica ultrapassa o turismo e busca criar uma marca permanente, vinculada ao Consórcio da Amazônia Legal, capaz de agregar valor também aos produtos da bioeconomia produzidos na região.
“A ideia é que futuramente um produto da bioeconomia possa seguir com uma marca da Amazônia mundialmente conhecida. Hoje, a marca do Peru é um case de sucesso e, em qualquer lugar do mundo, as pessoas identificam de onde vem aquele produto. A gente quer que a Amazônia tenha essa mesma força, aproveitando esse momento de atenção mundial voltada para a região”, ressaltou.
O evento também debate experiências de turismo sustentável ligadas à conservação ambiental e à valorização da biodiversidade amazônica. Para o titular da Setur, o crescimento de segmentos como pesca esportiva e observação de aves demonstra que preservar a floresta também significa gerar renda, oportunidades e desenvolvimento para as comunidades locais.
“Quanto mais a gente puder qualificar, melhor. Aqui no Pará, estamos avançando muito no turismo de observação de aves, que é um segmento altamente especializado. Isso tudo depende de preservação. Se a gente não tiver um estado preservado, não vamos ter aves, não vamos ter peixe. As pessoas sempre vão buscar essa conexão com a natureza”, apontou Lucas Vieira.
Com potencial econômico estimado em US$ 140 bilhões até 2032 apenas no Brasil, o Bioeconomy Amazon Summit destaca o papel estratégico da Amazônia nas agendas globais de clima, inovação e desenvolvimento sustentável.
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