
O Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC), em Belém, promoveu nesta semana os primeiros jogos internos da clínica psiquiátrica da unidade. A programação contou com atividades esportivas, jogos de mesa e cerimônia de encerramento com entrega de troféus, medalhas e confraternização entre pacientes e profissionais. A iniciativa foi organizada pela equipe multiprofissional após a inauguração de novos espaços terapêuticos, como a quadra poliesportiva e áreas destinadas a jogos de interação social.
Segundo a terapeuta ocupacional, Lilian Vaughan, a proposta surgiu como uma forma de estimular o uso dos novos ambientes e fortalecer o vínculo dos pacientes com atividades coletivas. “Quando a gente apresentou a ideia, muitos pacientes lembraram de experiências que tiveram na escola, das apresentações, dos jogos, das premiações. Isso despertou memórias afetivas e também incentivou a participação deles nas atividades físicas e sociais”, explicou.
A profissional destacou ainda que os jogos ajudam no processo terapêutico, incentivando a socialização, a prática de exercícios e a interação com a equipe de saúde. “É algo que contribui para a saúde mental e para o bem-estar deles durante a internação”, reforçou.
Durante a semana, os pacientes participaram de modalidades como futsal, basquete, vôlei, dama, dominó e tênis de mesa. As atividades já fazem parte da rotina terapêutica da unidade, mas ganharam um formato especial com a realização dos jogos internos.
O educador físico Rômulo Santos explicou que a programação foi pensada para tornar o ambiente de internação mais acolhedor e humanizado. “É um momento de interação entre os próprios pacientes e toda a equipe multiprofissional. Muitos chegam aqui em quadros depressivos e encontram nesses momentos uma oportunidade de alegria, confraternização e melhora do humor”, afirmou.
Além das competições, os pacientes também participam regularmente de atividades na academia terapêutica da unidade, como parte do tratamento oferecido pela equipe multidisciplinar.
A movimentação também trouxe benefícios aos acompanhantes. Morador de Marituba, Elvis Luiz Santos, de 31 anos, acompanha a esposa durante o período de internação e relatou a importância das atividades para o estado emocional dela. “É muito bom porque distrai a mente dela. Ela sai do quarto, participa das atividades, faz exercício e interage com outras pessoas. Isso ajuda muito nesse momento que ela está passando”, contou.
Para ele, a programação também contribui para quebrar a rotina dos acompanhantes dentro do ambiente hospitalar. “Pra gente também é muito bom sair um pouco daquela rotina só do quarto e acompanhar ela nesses momentos”, acrescentou.
A expectativa da equipe é transformar os jogos internos em uma programação permanente do Serviço de Internação Breve, da Clínica Psiquiátrica fortalecendo ações de humanização e cuidado integral aos pacientes atendidos no HC.
Texto: Kelly Barros (Ascom HC)
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