
Crianças com até dois anos de idade e que possuam Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) podem receber latas de fórmulas específicas, utilizadas nesses casos, por meio do Centro de Especialidades Integradas (CEI). De janeiro a maio de 2026, mais de 7400 latas foram entregues aos responsáveis de crianças cadastradas para receberem o benefício. São entregues seis tipos de fórmulas, a depender de cada caso. O estoque da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) está abastecido.
A APLV é uma reação do organismo às proteínas que estão presentes no leite de vaca. Entre os sintomas estão: urticária, dermatite, vômito, diarreia e sangue nas fezes. Nesses casos, as mães precisam excluir laticínios e derivados da dieta para que o leite materno não apresente a proteína que causa a alergia.
A auxiliar de farmácia Gleice Moraes, atua na dispensação das fórmulas, que é realizada em um anexo do próprio CEI. Ela explica como funciona a entrega, que pode chegar a 14 latas por vez.


“As mães vêm buscar as latas mensalmente, com prescrição de três meses na receita. É entregue uma guia de encaminhamento de retorno com a médica, passa com a assistente social, que agenda o retorno para passar com a gastropediatra e a nutricionista”, explana.
O pequeno Sebastian, de quatro meses de vida, participa do programa há dois meses. Sua mãe, Lays Sousa, explica como ocorreu o diagnóstico e o cadastro para o recebimento das latas com as fórmulas.


“Ele sempre teve muito refluxo, aí começou a ter sangue nas fezes, a urticária pelo corpo. Fomos pesquisar, fazer alguns exames. Foi quando constatou que ele tinha APLV. Passamos pela pediatra, ela analisou, deu o laudo, trouxe aqui para o CEI. A gastropediatra também analisou e foi quando confirmou que era APLV”, ressalta.
De maneira geral, a APLV, é uma condição temporária, que pode desaparecer com o desenvolvimento do sistema imunológico da criança. Além disso, as fórmulas podem ajudar no ganho de peso e também a averiguar se a criança está desenvolvendo a tolerância à proteína.
“É muito importante porque tem muitas mães que não têm condições de comprar uma lata. A lata que ele toma, o leite é 400 gramas e dura, no máximo cinco dias. Fica muito caro”, reitera Lays Sousa.
Serviço
Para ter acesso ao serviço, é necessário dar entrada no CEI para uma conversa com a assistente social, que agenda a consulta com a gastropediatra. A partir disso, com a realização dos exames, como o Teste de Provocação Oral (TPO), e a confirmação do diagnóstico, a criança está apta a receber as fórmulas.






Texto: Ronaldo Palheta
Fotos: Sara Lopes
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