
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) realizou, nos dias 20 e 21 de maio, a “Oficina Devolutiva dos Resultados do SisPAE 2025/2026 – Avaliação de Entrada”. A programação reuniu dirigentes regionais, gestores escolares, coordenadores pedagógicos, técnicos e formadores da rede estadual para análise dos dados educacionais e definição de estratégias voltadas à melhoria da aprendizagem dos estudantes.
A ação teve como foco fortalecer a apropriação dos resultados do Sistema Paraense de Avaliação Educacional (SisPAE), subsidiando o planejamento pedagógico das escolas e das Diretorias Regionais de Ensino (DREs). O evento ocorreu em formato presencial para as regionais de Belém, Ananindeua, Santa Bárbara e Benevides, com transmissão on-line para as demais regiões do Estado.
No primeiro dia de programação, foi realizado o “Seminário de Apropriação dos Resultados SisPAE 2025/2026 – Avaliação de Entrada”, voltado às equipes técnicas da Seduc, dirigentes regionais, coordenadores pedagógicos, Técnicos de Acompanhamento Pedagógico (TAPs), pontos focais da avaliação, formadores de Língua Portuguesa e Matemática, além de diretores e vice-diretores pedagógicos das unidades escolares.
Já nesta quarta-feira (21), a programação seguiu com a “Oficina de Apropriação dos Resultados SisPAE 2025/2026 – Avaliação de Entrada”, direcionada às equipes pedagógicas das DRE’s e escolas da rede estadual. As atividades foram mediadas por especialistas do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), instituição responsável pelo suporte técnico da avaliação.
O coordenador de Avaliação Educacional da Seduc, Paulo Augusto da Silva, destacou que o momento representa uma etapa estratégica para transformar os dados da avaliação em ações pedagógicas efetivas dentro das escolas da rede estadual.
“Estamos iniciando os ciclos de devolutivas do SisPAE 2025/2026, referentes à avaliação de entrada. Em 2025 realizamos a avaliação de alfabetização para o 2º ano do Ensino Fundamental nas escolas públicas municipais e estaduais. Já em 2026, aplicamos a avaliação para o 4º e 8º anos do Ensino Fundamental e para a 2ª série do Ensino Médio da rede estadual. Agora é o momento de analisar os resultados e compreender o perfil dos nossos estudantes, das turmas, das escolas e de toda a rede estadual. São dados preciosos para planejar intervenções pedagógicas, enfrentar fragilidades e fortalecer a recomposição das aprendizagens”, afirmou.
Durante a programação, os participantes analisaram indicadores de desempenho em Língua Portuguesa e Matemática, além de debater estratégias voltadas ao aprimoramento das práticas pedagógicas nas escolas.
A professora de Língua Portuguesa e analista de avaliação do CAEd, Giulliana Cária, ressaltou a importância da análise dos resultados para orientar o trabalho pedagógico desenvolvido pela rede. “Foi um momento muito produtivo. Além da apresentação dos resultados das turmas avaliadas, trabalhamos temas importantes ligados à matemática, leitura, taxonomia de Bloom e habilidades socioemocionais. Hoje estamos em uma etapa mais prática, em que a rede analisa os próprios resultados e planeja intervenções pedagógicas para melhorar a aprendizagem. As avaliações são importantes justamente porque permitem olhar para a realidade das escolas de forma mais concreta. Muitas vezes, os professores já percebem determinadas dificuldades em sala de aula, mas a avaliação em larga escala ajuda a confirmar esses dados e orientar as ações necessárias”, explicou.
Para as equipes pedagógicas das regionais, a oficina também representa uma oportunidade de fortalecer o acompanhamento das escolas e aprimorar o planejamento educacional.
A coordenadora pedagógica da Diretoria Regional de Ensino (DRE) Ananindeua 02, Meire Josi Pereira, avaliou o encontro como fundamental para a construção de estratégias voltadas à superação das dificuldades de aprendizagem. “Participar da oficina tem sido muito significativo, porque estamos discutindo os resultados, analisando habilidades e pensando em estratégias para melhorar a aprendizagem nas escolas. Agora estamos identificando as habilidades mais críticas e também as exitosas, definindo critérios para pensar intervenções pedagógicas. Vamos retornar para nossas regionais com muitas ideias para trabalhar com os professores e utilizar esses resultados no planejamento e nas práticas pedagógicas”, destacou.
O SisPAE é uma avaliação de larga escala que apresenta um diagnóstico da educação pública no Pará. A iniciativa utiliza testes padronizados para medir as proficiências dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, além de questionários contextuais que auxiliam na compreensão de fatores sociais e educacionais relacionados ao desempenho escolar.
A avaliação contempla escolas das redes estadual e municipal, consolidando informações que auxiliam a formulação de políticas públicas educacionais e o acompanhamento das ações pedagógicas em todo o Estado. Atualmente, a participação é obrigatória para as escolas estaduais e facultativa para as redes municipais mediante adesão.
Criado em 2013, o SisPAE passou por edições anuais até 2016 e, posteriormente, tornou-se bianual. Na edição de 2022, executada pelo CAEd/UFJF, foram avaliados mais de 314 mil estudantes da rede estadual, entre turmas do Ensino Fundamental e Ensino Médio.
Além da aplicação das provas, o sistema envolve ações integradas de planejamento, logística, formação de equipes, distribuição de materiais, processamento de dados e divulgação de resultados. O trabalho considera a dimensão territorial do Pará, com seus 144 municípios e diferentes realidades educacionais e socioculturais, fortalecendo a avaliação como instrumento de gestão e melhoria da qualidade do ensino público.
Texto de Amanda Castro - Ascom/Seduc
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