
O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), realiza o I Simpósio sobre a Política de Atendimento ao Público em Libras. O evento, realizado nos dias 7 e 8, tem como objetivo discutir novas políticas de atendimento voltadas à população surda nos órgãos públicos estaduais. A programação ocorre em uma sala especial da Escola Estadual de Ensino Médio Augusto Meira, em Belém, reunindo membros da comunidade surda, intérpretes de Libras e servidores da Seaster.
A iniciativa busca ampliar o debate sobre a importância da Língua Brasileira de Sinais no atendimento ao público, promovendo a qualificação dos serviços ofertados e garantindo maior inclusão da comunidade surda. Durante o simpósio, foram discutidas estratégias para aprimorar o acolhimento em órgãos públicos, além da realização de apresentações culturais.
“A realização deste simpósio é importante, considerando que, no Brasil, aproximadamente 5% da população possuem algum nível de deficiência auditiva. A Libras é uma língua fundamental para promover inclusão e garantir acessibilidade à comunidade surda. A Seaster e o CIIC atuam com esse público, fornecendo intérpretes de Libras em ações e espaços de outras instituições, assegurando que essas pessoas sejam devidamente atendidas”, destacou Nazaré Cruz, diretora de Assistência Social da Seaster.
A Língua Brasileira de Sinais foi oficialmente reconhecida em 24 de abril de 2002 e desde então, tem impulsionado a construção de diversas políticas públicas voltadas ao atendimento da pessoa surda. Intérprete de Libras da Seaster, Weslei Farias destaca: “O I Simpósio discute as políticas linguísticas voltadas ao atendimento da pessoa surda. Nós, enquanto instituição pública, devemos buscar meios para fortalecer essas políticas e aprimorar o atendimento em diferentes áreas da sociedade”, afirmou.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui cerca de 10,7 milhões de pessoas com algum grau de deficiência auditiva. Desses, uma parcela utiliza a Libras como principal forma de comunicação.
Suelen Santos, estudante de Libras na Uepa e presidente do Centro Acadêmico de Letras Libras, compartilhou sua experiência e destacou a relevância da língua para a sociedade. “A vontade de aprender mais sobre a Libras surgiu a partir do meu envolvimento com a comunidade surda, ao perceber a necessidade de aprofundar esse conhecimento em uma formação mais sólida. Ela não é apenas uma língua, mas uma expressão de identidade e construção do ser. É importante que a sociedade tenha uma visão coletiva, sem separações ou segregações. Nosso objetivo é contribuir para a construção de uma educação que contemple a Libras como parte integrante do ensino brasileiro”, afirmou.
A programação do simpósio segue até o sábado (09), a partir das 09h, no mesmo local, na escola Augusto Meira. O evento é aberto e a inscrição pode ser feita na hora.
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